Guia prático, objetivo e seguro para o julgamento da proposta.

Tempo de leitura: 4 minutos

Um Guia prático, objetivo e seguro para o julgamento da proposta. Passos seguros para fazer um bom julgamento de uma proposta sem o risco de perder bons negócios:

Guia prático, objetivo e seguro para o julgamento da proposta.
Guia prático, objetivo e seguro para o julgamento da proposta.

Guia prático, objetivo e seguro para o julgamento da proposta.

1) Planejar bem a aquisição de materiais e/ou contratação de serviços com boa identificação da necessidade e boa quantificação da necessidade.

2) Conhecer o mercado ou trabalhar o pregão com a área ou agente público que já conhece algumas práticas do mercado.

3) Bom levantamento das soluções que existem no mercado e que se adequam à solução da necessidade.

4) Estabelecer parâmetros mínimos de qualidade do produto ou de materiais a serem empregados na execução de serviços com indicação de marcas que possam ser um guia para o fornecedor.

5) Quando se tratar de bem ou serviço com alto grau de investimento, ser mais rigoroso com a aceitação de marcas ditas similares, exigindo laudo técnicos emitidos por laboratórios oficiais ou autorizados para comprovar a qualidade.

6) Havendo planejamento que permita fazer os pregões com tempo suficientes para as decisões, poderá estabelecer regras de uso das amostras para experimento e, podendo os licitantes acompanhar tais experiências.

7) Quando se tratar de bens estratégicos, aqueles cuja baixa qualidade podem comprometer a atividade fim da administração, pode previamente à licitação fazer um processo de pré-qualificação de produtos, a fim de que somente as marcas qualificadas sejam oferecidas no pregão.

Tal procedimento de pré-qualificação pode ficar aberto por longo período, para que os fornecedores possam apresentar seus produtos à área técnica para testes e aprovação da marca.

8) Mapear bem os preços das diversas soluções, distinguindo-as aquelas que melhor se adequa à necessidade e criando proporcionalmente, parâmetros de aceitabilidade de preços de acordo com o que melhor atende a administração, justificando-a tecnicamente.

9) Não estabelecer como regra de aceitação das propostas, limites ao preço de referência, porque estes mecanismos retiram do pregoeiro a possibilidade de aceitar proposta que pode estar acima do preço de referência por falha no levantamento dos preços estimados, o que não é raro acontecer.

O TCU tem reiterados acórdãos que afirmam que o preço aceitável deve se ater ao preço de mercado, e não preço de referência.

A Lei 8.666/93 criou o mecanismo das diligências exatamente para o comprador público ter mais discricionariedade quando necessitar confirmar uma dada situação real.

Guia prático, objetivo e seguro para o julgamento da proposta.

10) Conhecer bem as estratégias de negociação próprias dos licitantes que atuam no mercado do objeto.

11) Procurar identificar se a licitante tem expertise especifica no objeto, ou se é uma licitante que vende tudo.

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12) Definir bem a unidade de medida do objeto com seus preços por unidade.

13) Saber se para o negócio a ser realizado, ocorre a economia de escala que poderá refletir no preço.

14) Tomar o devido cuidado para saber se o produto ou serviço implica material, produto ou matéria prima importada, cuja variação cambial possa refletir no preço.

15) Saber que, quanto menor prazo estabelecido para a entrega, maior pode ser o preço ofertado.

16) Estabelecer no edital, modelo de proposta que obrigue o fornecedor, após o lance, a enviar proposta aberta com os custos diretos e indiretos que envolvem a aquisição ou contratação a fim de examinar a exequibilidade da proposta.

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17) Antes de aceitar a proposta, investigue o licitante no site da transparência pública da CGU para conhecer os preços que ele pratica e quais são os clientes públicos.

Investigue no SICAF qualquer existência de penalidades aplicadas, observando possíveis advertências por entregas fora dos prazos.

18) Não deixar de observar o prazo de entrega estabelecido no termo de referência para notar que sendo um prazo curto, o risco do preço baixo, é a demora na entrega, ou entrega de produto sem qualidade ou mesmo produto de origem duvidosa.

19) Compreender que em economia e negócios, não há milagre, há custos e preços.

20) Não se levar por pressões para concluir o pregão, devendo fazer todas as diligências que entender necessárias para garantir a segurança da contratação.

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3 Comentários


  1. Muito obrigado pelo material enviado, de excelente relevância, muito contribuiu para sanar algumas dúvidas.

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    1. Olá Maristela ! Nos alegra e nos motiva muito saber disso. Por isso, estamos gerando novos conteúdos e esperamos que você goste. Um grande abraço!

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